Nem Dilma, nem Serra!
- Postado por Fabio Lima em Tirinhas |
- 18th December 2009 |
- Sem comentários

Final de campeonato por Pedro Rosas
O estádio estava lotado. Era final de campeonato. O sol castigava as cabeças nas arquibancadas. Muita água. Foi o que restou, após a proibição da cerveja nos estádios. A maioria estava bêbada, tinham bebido nos arredores. Tinham lotado os bares. Bebido diversas cervejas apostadas. O bom de apostar com amigo é isso, ganhando ou perdendo, você sempre fica bêbado. Eram 43 do segundo tempo e o jogo tava duro, zero pra cada lado. Na outra partida decisiva que acontecia no mesmo horário, o jogo era 1 a 0 para o time que disputava diretamente o título. O desespero tomava conta de todas as caras queimadas pelo sol da praia do dia anterior. Até que um cara vira pro outro e fala:
- Cara, tô muito apertado pra mijar. Tem quanto tempo?
- 43 minutos.
- Se eu for ao banheiro vou perder o finalzinho do jogo.
- Pô, cara, mija nessa latinha de cerveja sem álcool, pelo menos vai servir pra alguma coisa.
O cara tava quase acabando de se aliviar, quando aos 45 do segundo tempo, na final de campeonato, o time dele marca o gol.
- Goooooooooool, poooooooooooooorraaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!
E no meio da comemoração, a primeira coisa a voar foi a latinha. Ela passeou pelo céu até acertar em cheio a cabeça de um troglodita da torcida organizada que olhou pra baixo na hora, pegou a latinha e gritou:
- Campeão eu bebo até cerveja sem álcool!!!!!
E deu uma bela golada.

Um dia de verão por Pedro Rosas
- Esse clube tá cada vez mais cheio, né menina?
Disse a gordinha.
- Essa época do ano é um problema, todo mundo recebe o décimo terceiro e quita as dívidas com o clube. Aí já viu, o nível vai lá embaixo.
Disse a mais gordinha ainda.
Depois dos comentários, as duas voltaram a pegar sol e continuaram recostadas em suas cadeiras reforçadas. A piscina tava lotada; as crianças pulavam e gritavam; os mais velhos urinavam na água e colocavam a culpa nas crianças. Os adultos queriam mais cerveja e pediam para as crianças buscarem no bar.
- Põe na conta do meu pai. Elas falavam.
- Mas quem é o seu pai? Os garçons respondiam.
Tudo ocorria normalmente até que uma criança encharcou as gordinhas com um pulo bomba.
Elas levantaram em fúria e já iam xingando meio mundo quando suas visões foram interrompidas por dois jovens que estavam do outro lado da piscina.
- Olha só aqueles gatinhos.
- É mesmo e estão olhando pra cá. Sabia que esse clube tinha salvação.
- Ih, cara, as gordinhas tão olhando pra cá.
- Devem estar querendo comer essa carpa que você tem no braço.
- Olha só o de sunga preta, que tatuagem linda.
- Cara, elas não param de olhar a tua tattoo.
- Meu amigo, essas eu não encaro nem no último dia do carnaval.
- Eles não param de olhar pra cá, menina. Vamos lá falar com eles!
- Cara! Elas estão vindo pra cá.
- Vamos sair daqui!
- Ta maluco, homem fugindo de mulher?
- Porra, e agora?
- Desmunheca, cara, desmunheca!
- Menina, não acredito, só pode ser carma. Todo homem bonito que aparece na minha vida é gay.